Para empresários do Simples Nacional: Quanto custa sua mão de obra?

Para empresários do Simples Nacional: Quanto custa sua mão de obra?

 

O Simples Nacional surgiu como uma forma de diminuir a burocracia no cumprimento das obrigações fiscais do empregador. Por ser fácil de compreender e executar, ele auxilia a ter organização com o corpo de empregados no dia a dia. Além disso, o programa também cumpre um importante papel em incentivar a criação de novas empresas. Estão cobertas pelo Simples, empresas com faturamento máximo por ano de R$ 4,8 milhões, segundo dados de 2018. O que leva a concluir que ele é recomendado para microempresas e empresas de pequeno porte.

O empreendedorismo é uma característica em destaque do brasileiro, por este motivo abrir possibilidades simplificadas para que ele seja bem-sucedido é uma enorme vantagem. Através do Simples Nacional, o empresário pode calcular quanto cada funcionário custa a ele. Trata-se não somente de entender cada parte do processo da empresa, mas ser base de avaliação para tomada de decisões que visa o crescimento.

A avaliação do custo de um funcionário passa por três fatores. O primeiro está relacionado ao tempo que em ele permanece na empresa. Depois, se há a necessidade que ele passe por treinamento (acrescentar o tempo e a complexidade). Por fim, quando tempo será necessário para que ele alcance a produtividade plena. O que dá uma boa relação, porque quanto mais tempo este colaborador estiver na empresa, menos vai ser o seu custo.

Entenda como é realizado este cálculo

Uma fala comum de mercado diz que um funcionário custa para uma empresa o dobro do salário que ganha. A relação pode parecer exagerada, mas é quase correta. Com base nas informações do próprio Simples, ele custa próximo a 1,7 do seu salário. Por isso é tão importante ter uma gestão de pessoal muito organizada, que evite os passivos trabalhistas, contábeis ou financeiros. Além, de trabalhar que sejam evitados possíveis processos trabalhistas.

No Simples Nacional há uma variação de alíquotas e encargos que variam de acordo com o tipo de negócio que a empresa pratica. Entretanto, para exemplificação do que é cobrado, teremos por base o que é executado mais comumente. Sobre o salário que foi acordado entre o empregador e o empregado, devem estar:

• 13º salário

• 8% de FGTS

• 8% de FGTS do valor anual

• Férias

• 1/3 sobre férias

• Provisão Mensal (Férias + 1/3 sobre férias + 13º + 8% de FGTS anual)/12

Destes, ainda dois valores de tributos devem ser deduzidos do pagamento do funcionário conforme orienta a lei. Estão previstos o desconto de 8% de INSS e 6% do salário para vale-transporte, porém para este último, o empregado pode optar em ter ou não ter. Os encargos que dizem respeito ao INSS patronal, Seguro Acidente do Trabalho – SAT, Incra (de acordo com o tipo de empresa) e o Sistema S (Senai, Sesi, Sebrae) não são previstos pelo Simples Nacional.

Os benefícios como plano de saúde, vale-refeição e auxílio-alimentação, comuns na oferta do emprego, são oferecidos adicionalmente pela empresa. Nenhuns destes incentivos fazem parte da obrigação, mas são essenciais para a produtividade e bem-estar do funcionário.

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