Lucro real X lucro presumido: qual a diferença entre os dois?

Lucro real X lucro presumido: qual a diferença entre os dois?

A diferença entre lucro real e lucro presumido ainda não é de fácil discernimento para muitas pessoas. Antes de ponderar as distinções entre ambos, é necessário clarificar que eles se referem a formas de pagar impostos. Ou seja, são especificidades tributárias.

Tão importante como saber diferenciá-los é saber qual se aplica melhor a sua empresa. Há situações em que o lucro real é obrigatório, mas faz-se necessário compreender qual pode ser utilizado dependendo da situação e das especificidades de uma empresa ou órgão em questão.

Lucro real

O lucro real corresponde a um modelo obrigatório para empresas em certas posições. Trata-se de uma tributação calculada tendo como base o lucro líquido vigente durante a apuração. Nesse modelo os tributos são antecipados mensalmente, além de serem aplicadas percentuais de praxe, categorizando que encargos aumentam ou diminuem de acordo com o resultado da apuração feita.

Lucro presumido

O lucro presumido diz respeito a uma forma simplificada de tributação. Esse modelo tende a ser adotado por órgãos e empresas que não tem, no ano base, a obrigatoriedade da utilização de lucro real. A base de cálculo, portanto, leva em consideração uma base de cálculo estipulada pela legislação e o lucro é analisado também levando em conta a atividade da empresa. O que pesa nesse modelo é a possibilidade de uma empresa ter que pagar impostos maiores, por exemplo, se o lucro for menor do que o estipulado pela legislação.

Principais diferenças

O lucro real trabalha, como o próprio nome diz, com o lucro sólido de uma empresa. O lucro presumido trabalha com estimativas. O sistema de obtenção para lucro real necessita de especificidades a mais e complementares, além dos procedimentos de praxe. Ou seja, o lucro real requer mais demandas e expertises. Ainda que recomendável que outros modelos, como o lucro presumido, também utilizem dos procedimentos acessórios necessários para o lucro real, ainda não existe tal burocracia para este modelo, sendo que para o lucro real são termos considerados indispensáveis.

O modelo a ser utilizado deve ser escolhido tendo em base por meio dos custos e despesas de determinada empresa. Por exemplo, empresas que trabalham exclusivamente com serviços administrativos não tem necessidade de escolher o lucro real como modelo tributário, uma vez que seus gastos costumam ser somente de funcionários e pouca coisa a mais.

Porém para empresas que possuem lucro muito baixo não é recomendado utilizar o lucro presumido. Isso ocorre porque o modelo de lucro presumido seria quase um atestado de falência para esses empreendimentos, uma vez que o lucro baixo determina que a alíquota de presunção supere o lucro líquido.

O IRPJ (Imposto de Renda – Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) são também tributos, mas aplicados referentes à renda das empresas e possuem especificações diferentes para lucro real e lucro presumido, sendo necessário verificar a utilização destes em cada forma de tributação como forma de escolher qual o melhor método.

A escolha de um modelo tributário é imprescindível no Brasil, uma vez que além de pagar impostos, é necessário mostrar minuciosamente cada etapa de custos, despesas e lucros de uma empresa. A escolha do tipo de lucro, portanto, é essencial, uma vez que nem sempre um modelo se encaixa em determinada empresa e uma escolha equivocada pode trazer consequências drásticas para uma empresa.